Declaração de Existências de Suínos: tudo o que precisa de saber em 2026

par Admin
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3:30 PM on Junho 5, 2026

 

A Declaração de Existências de Suínos (DES) continua a ser uma das obrigações mais relevantes para os produtores do setor suinícola em Portugal.

Apesar de ser um procedimento recorrente, continua a gerar dúvidas, sobretudo quando falamos de prazos, enquadramento legal e impacto na gestão da exploração.

Neste artigo, explicamos tudo o que precisa de saber sobre a DES em 2026: o que é, quem está obrigado, como submeter corretamente e, acima de tudo, como simplificar este processo com soluções digitais.

O que é a Declaração de Existências de Suínos?

A Declaração de Existências de Suínos (DES) é uma obrigação legal que consiste na comunicação oficial do número de animais existentes numa exploração suinícola numa determinada data.

Na prática, trata-se de um “retrato” do efetivo suíno, onde o produtor deve indicar o número total de animais e categorias (leitões, reprodutores, engorda, etc.).

Esta informação é integrada no sistema nacional de registo animal e permite às autoridades acompanhar a evolução do setor e garantir o controlo sanitário.

Mais do que uma formalidade administrativa, a DES é uma ferramenta essencial para a gestão sanitária nacional, nomeadamente no controlo de doenças como a Doença de Aujeszky.

Quem está obrigado a entregar a DES?

A obrigatoriedade é para todos os detentores de explorações de suínos em Portugal estando incluídos explorações intensivas, produção extensiva e pequenos produtores com animais para autoconsumo (quando registados).

Independentemente da dimensão da exploração, se existe registo no sistema oficial, existe obrigação de declarar.

Além disso, a exploração deve estar previamente registada no Sistema Nacional de Informação e Registo Animal (SNIRA), condição essencial para cumprir esta obrigação.

Periodicidade da declaração em 2026

Em 2026, mantém-se o modelo de três declarações obrigatórias por ano sendo abril, agosto e dezembro.

Cada declaração deve reportar o efetivo existente no primeiro dia do respetivo mês.

Exemplo prático:

Se estiver a submeter a DES de abril, deve declarar os animais existentes a 1 de abril independentemente de alterações posteriores.

Como fazer a Declaração de Existências de Suínos?

A submissão da DES pode ser feita de diferentes formas, sendo a via digital a mais utilizada.

1. Portal do IFAP (online)

A forma mais simples e recomendada é através da área reservada do IFAP.

Passos gerais:

    • Autenticação (Cartão de Cidadão, Chave Móvel Digital ou credenciais IFAP)
    • Aceder a “O Meu Processo”
    • Selecionar exploração → suínos → declaração de existências
    • Inserir dados e submeter

A submissão online é gratuita.

2. Entidades autorizadas

Pode também recorrer a:

    • Associações de agricultores
    • Salas de atendimento SNIRA
    • Serviços veterinários regionais

3. Submissão presencial

Existe ainda a possibilidade de entrega em papel (modelo 800/DGAV), embora cada vez menos utilizada, neste caso, pode haver custos associados.

Que informação deve incluir?

Para evitar erros, é fundamental preparar corretamente os dados antes da submissão.

A declaração deve incluir identificação da exploração, número de animais, distribuição por categorias, situação atual do efetivo.

Estes dados devem estar alinhados com o Registo de Existências e Deslocações (RED), que deve ser atualizado diariamente na exploração.

O que acontece se não cumprir?

O incumprimento da DES pode ter consequências sérias, tanto a nível legal como financeiro. Os principais riscos são penalizações administrativas, perda de apoios ou subsídios, bloqueios no sistema IFAP e problemas sanitários e inspeções.

Além disso, a declaração é considerada uma medida sanitária obrigatória o que reforça o seu peso legal.

Qual é a importância da DES na sanidade animal?

Um dos principais objetivos da DES é garantir o controlo sanitário das explorações.

Ao permitir conhecer o efetivo suíno nacional em momentos-chave do ano, a declaração ajuda a prevenir surtos, facilita a rastreabilidade e apoia decisões de política agrícola. Isto é particularmente relevante no combate a doenças como a de Aujeszky e a Peste Suína Africana (contexto europeu).

Quais são os erros mais comuns na submissão?

Apesar de ser um processo simples, existem erros frequentes que podem comprometer a validade da declaração como por exemplo declarar animais com base em estimativas, não atualizar o RED previamente, inserir categorias incorretas, submeter fora do prazo e inconsistências entre registos.

Estes erros podem gerar notificações, correções obrigatórias e até penalizações.

Como a digitalização veio simplificar o processo?

Nos últimos anos, a digitalização tem vindo a transformar a forma como os produtores gerem as suas explorações e a DES é um bom exemplo disso com a submissão online, integração com sistemas nacionais e automatização de processos.

Mas a verdadeira eficiência não está apenas na submissão está na preparação dos dados.

Como simplificar a DES através de tecnologia?

É aqui que entra a importância das soluções de gestão agrícola. Gerir uma exploração suinícola envolve registo diário de movimentos, controlo de efetivos, planeamento produtivo e cumprimento legal.

Fazer tudo isto manualmente aumenta o risco de erro e consome tempo.

Quais são as vantagens ao usar o software Pig’UP?

A utilização de software especializado, como o Pig’UP, permite transformar completamente a forma como se gerem as explorações.

É possível fazer o registo automático e organizado de todos os dados da exploração, ficando assim centralizados e atualizados em tempo real.

Reduzir erros ao eliminar processos manuais, diminuindo significativamente inconsistências na DES.

Preparar facilmente a declaração com a informação já organizada e pronta a utilizar.

O Cumprimento legal simplificado através do software ajuda a garantir que está sempre em conformidade com as obrigações legais e a poupança de tempo em tarefas administrativas significa mais foco na produção.

Qual o futuro da gestão suinícola?

A tendência do setor está a caminhar para uma maior digitalização e automatização. Ferramentas como oPig’UP não são apenas uma vantagem competitiva, estão a tornar-se uma necessidade.

Num contexto de maior exigência legal, controlo sanitário rigoroso e pressão para a eficiência, ter o controlo sobre os dados da exploração é essencial.